O nosso país contém população mais envelhecida, é uma realidade. A condição de vida que esta população tem, são de todo um mero peso para os familiares. Os lares, o desprezo, a inconsciência da realidade etc…, leva ao restante povo etário a ignora-los na sua totalidade. Um caso bem preocupante.
A vida há cerca de 60/70 anos, era bem mais complicada, no âmbito do desenvolvimento. A população na sua maioria, trabalhava de sol a sol. Costuravam as roupas à mão, cozinhavam a sua alimentação em lume de chão e o carapau tinha de dar para 3.Viviam sobre telha, sem quaisquer condições de higiene ou sobrevivência. Felicitados os que sobreviveram às dificuldades ao longo da sua vida.
As mezinhas que nos contam, são ditas em base de experiencias vividas, diga-se de passagem que a maioria delas podem-se provar.
Os provérbios, sendo avisos e lições de vida, relata-nos de forma bem calma e segura. Garanto que nos deixa a pensar de como é possível haver cultura suficiente para poderem rimar a vida. Há que louvar.
E os cozinhados? Por mais que haja receitas em livros, nada como as comidinhas antigas…tem um sabor mais aplaudível e saboroso. Bem que sabiam juntar os condimentos correctos, apenas com um gesto e um olhar.
No meu ponto de vista, entendo que esta população, deveria ser mais destacada.
Os lares deviam conter actividades para os idosos, incluindo as artes que aprenderam ao longo da sua vida, mesmo que se quisessem adquirir novos conhecimentos da actualidade ou mesmo ensinar o tanto temos para aprender.
Acredito que os tempos livres libertavam mais a nossa perspectiva acerca da palavra “experiencia” e daria ao povo idoso, um prazer de demonstrar o que eles sabem de melhor.
Entendo, que quando eu tiver uma idade mais avançada também terei muita informação para partilhar com o intuito de aperfeiçoar a vida futura.